Sou uma pessoa dada a erros. Sempre errei e julgo que durante toda a minha vida acabarei por errar.
Há seis meses envolvi-me com a pessoa que nunca imaginei um dia envolver-me. Mas as coisas, ao contrário dos contos de fadas, foram tudo menos bonitas. O tempo passou e muitas mentiras envolveram a nossa relação. Quem me conhece realmente sabe o medo que eu tenho de me dar a conhecer e, numa relação, haver conhecimento é essencial. Mas quando dei por mim já nada havia a fazer. Eram só mentiras e eu já o amava. Agora o tempo passa e nada há a fazer, a não ser tentar apagar os erros do passado e as causas que me levaram a errar e sorrir... afinal há sempre quem nos dê hipótese de remediar, embora nem sempre seja a pessoa que nós esperamos. Obrigada a quem nunca arredou pé da minha vida.
Domingo, 11 de Dezembro de 2011
CULPADO!
Hoje, ao fim de tantos dias de silêncio ligaste-me. Foste directo ao assunto (para meu espanto). Ouvi o que tinhas a dizer e calei. No fim perguntaste-me:"Pensas que sou o culpado?"...nunca pensei ser capaz, mas a boca fugiu-me para a verdade e pela primeira vez nesta longa história considerei-te o culpado.
É claro que a única responsável por todas as minhas más acções sou apenas eu e disso nunca poderei culpar-te pois quem mentiu fui eu, quem magoou fui eu, quem errou fui eu. Porém nada acontece sem haver razões lógicas e sim, foste tu o único culpado. Amigos não fazem o que tu fizeste. Amigos não magoam como tu magoaste. Amigos NUNCA abandonam como tu me abandonaste. Fizeste com que eu perdesse a pessoa mais importante da minha vida. Fizeste com que deitasse por água abaixo os melhores seis meses da minha vida. E agora perguntas-me se és culpado? Sabes bem que tudo o que fiz foi por ti, por te adorar acima de tudo e por seres aquele AMIGO incondicional. Mas fugiste. Lixaste-me e fugiste. Agora voltas, dizes que me amas e que mais não seja precisas da minha amizade... e sabes o que te respondo? Devolve-me estes seis meses... deixa-me viver tudo outra vez, sem cometer erros por tua causa... e garanto-te que seremos os melhores amigos. Mas como o tempo não volta atras... deixo-te a única mensagem que voltarás a ouvir da minha boca: Até nunca mais!
É claro que a única responsável por todas as minhas más acções sou apenas eu e disso nunca poderei culpar-te pois quem mentiu fui eu, quem magoou fui eu, quem errou fui eu. Porém nada acontece sem haver razões lógicas e sim, foste tu o único culpado. Amigos não fazem o que tu fizeste. Amigos não magoam como tu magoaste. Amigos NUNCA abandonam como tu me abandonaste. Fizeste com que eu perdesse a pessoa mais importante da minha vida. Fizeste com que deitasse por água abaixo os melhores seis meses da minha vida. E agora perguntas-me se és culpado? Sabes bem que tudo o que fiz foi por ti, por te adorar acima de tudo e por seres aquele AMIGO incondicional. Mas fugiste. Lixaste-me e fugiste. Agora voltas, dizes que me amas e que mais não seja precisas da minha amizade... e sabes o que te respondo? Devolve-me estes seis meses... deixa-me viver tudo outra vez, sem cometer erros por tua causa... e garanto-te que seremos os melhores amigos. Mas como o tempo não volta atras... deixo-te a única mensagem que voltarás a ouvir da minha boca: Até nunca mais!
Domingo, 23 de Janeiro de 2011
Dar Mais
Se a tua voz trouxer mil vozes para cantar,
Vais descobrir mil harmonias belas
Que ao céu hão-de chegar.
Fica mais alto o hino
De quem vive a partilhar.
Tu tens que dar um pouco mais do que tens,
Tens que deixar um pouco mais do que há,
Se vais ficar muito orgulhoso vê bem,
Tens que te lembrar.
És um grãozinho de uma praia maior,
E deves dar tudo o que tens de melhor,
Para avaliar a tua alma há leis,
Tu tens que dar um pouco mais do que tens.
Por favor, coloquem tudo de vós em tudo o que fazem.. Vocês têm que dar um pouco mais:)
Vais descobrir mil harmonias belas
Que ao céu hão-de chegar.
Fica mais alto o hino
De quem vive a partilhar.
Tu tens que dar um pouco mais do que tens,
Tens que deixar um pouco mais do que há,
Se vais ficar muito orgulhoso vê bem,
Tens que te lembrar.
És um grãozinho de uma praia maior,
E deves dar tudo o que tens de melhor,
Para avaliar a tua alma há leis,
Tu tens que dar um pouco mais do que tens.
Por favor, coloquem tudo de vós em tudo o que fazem.. Vocês têm que dar um pouco mais:)
Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011
Parte 1
Capítulo 1
"Naquele instante pensei que o coração me saltaria do peito. O teu olhar emocionava-me, transmitia-me a paz que eu precisava"
Tocaram á campainha. Abri a porta, meio ensonado e com dúvidas sobre quem poderia estar a incomodar-me áquelas horas. Do departamento não deveria ser ninguém pois geralmente ligavam-me para o telemovel e só em último caso é que iriam a minha casa.
Abri a porta e do outro lado estava uma menina loira e não aparentava ter mais de cinco anos de idade. Trazia um vestido cor de rosa e um pequeno casaco branco. Tinha os seus lindos caracóis presos com um gancho para que pudesse ver sem ser incomodada. Trazia numa mão uma pequena mochila amarela e na outra um peluche creme que, á primeira vista, me parecera bastante familiar. Agarrei-a ao colo e sentei-a no meu sofá. Não refilou, o que me fez pensar que estaria á espera de que eu reagisse daquela forma. Puxei o cobertor e cobri os seus frágeis joelhos. Manteve-se imóvel sem me dirigir uma única palavra. Perguntei-lhe:
- Querida o que se passa?
Respondeu-me enquanto uma grossa lágrima se formava no seu olho direito, teimando em não escorregar por aquele delicado rosto:
- És o Pedro? A minha mãe disse-me o teu nome e a tua namorada antes de morrer...A minha missão era procurar-te e pedir-te ajuda.
Fiquei chocado e ao mesmo tempo preocupado. Recordava-me da existência daquele peluche (e tendo em conta a minha fraca memória, não restavam dúvidas de que ele tinha marcado uma fase importante da minha existência) mas não entendia o porquê. E aquela criança estava a despedaçar-me o coração. O que mais me preocupava era ela ser tão pequena e apresentar tamanha maturidade!
- Sim sou o Pedro. Quem era a tua mãe?
- Era a Lúcia. Ela foi tua colega na PJ. Deste-lhe o peluche no dia em que a direcção te afastou das investigações.
Meu Deus como poderia não me lembrar?! Eu amava aquela mulher. Sempre a tinha amado e por isso apesar de ter a Rita a meu lado, nunca a tinha pedido em casamento, visto que a única vez em que me tinha sentido preparado, tinha sido exactamente aquando do meu relacionamento com Lúcia.
- Meu amor já me recordo...Olha pareces-me cansada e a estas horas as meninas da tua idade já devem estar todas a dormir. Esta noite ficas aqui e amanhã logo conversamos.
Não me respondeu o que me levou a concluir que aceitava a minha "ordem". Enquanto preparei o quarto de hóspedes, que raramente era usado, ela adormeceu ali mesmo no meu sofá. Peguei-lhe ao colo e deitei-a na cama acabada de fazer. Enrosquei-me ao lado dela e acabei por adormecer. Pela primeira vez senti o meu instinto paternal a crescer dentro de mim. Ali ficámos, dois desconhecidos ansiosos por um abraço verdadeiro.
"Naquele instante pensei que o coração me saltaria do peito. O teu olhar emocionava-me, transmitia-me a paz que eu precisava"
Tocaram á campainha. Abri a porta, meio ensonado e com dúvidas sobre quem poderia estar a incomodar-me áquelas horas. Do departamento não deveria ser ninguém pois geralmente ligavam-me para o telemovel e só em último caso é que iriam a minha casa.
Abri a porta e do outro lado estava uma menina loira e não aparentava ter mais de cinco anos de idade. Trazia um vestido cor de rosa e um pequeno casaco branco. Tinha os seus lindos caracóis presos com um gancho para que pudesse ver sem ser incomodada. Trazia numa mão uma pequena mochila amarela e na outra um peluche creme que, á primeira vista, me parecera bastante familiar. Agarrei-a ao colo e sentei-a no meu sofá. Não refilou, o que me fez pensar que estaria á espera de que eu reagisse daquela forma. Puxei o cobertor e cobri os seus frágeis joelhos. Manteve-se imóvel sem me dirigir uma única palavra. Perguntei-lhe:
- Querida o que se passa?
Respondeu-me enquanto uma grossa lágrima se formava no seu olho direito, teimando em não escorregar por aquele delicado rosto:
- És o Pedro? A minha mãe disse-me o teu nome e a tua namorada antes de morrer...A minha missão era procurar-te e pedir-te ajuda.
Fiquei chocado e ao mesmo tempo preocupado. Recordava-me da existência daquele peluche (e tendo em conta a minha fraca memória, não restavam dúvidas de que ele tinha marcado uma fase importante da minha existência) mas não entendia o porquê. E aquela criança estava a despedaçar-me o coração. O que mais me preocupava era ela ser tão pequena e apresentar tamanha maturidade!
- Sim sou o Pedro. Quem era a tua mãe?
- Era a Lúcia. Ela foi tua colega na PJ. Deste-lhe o peluche no dia em que a direcção te afastou das investigações.
Meu Deus como poderia não me lembrar?! Eu amava aquela mulher. Sempre a tinha amado e por isso apesar de ter a Rita a meu lado, nunca a tinha pedido em casamento, visto que a única vez em que me tinha sentido preparado, tinha sido exactamente aquando do meu relacionamento com Lúcia.
- Meu amor já me recordo...Olha pareces-me cansada e a estas horas as meninas da tua idade já devem estar todas a dormir. Esta noite ficas aqui e amanhã logo conversamos.
Não me respondeu o que me levou a concluir que aceitava a minha "ordem". Enquanto preparei o quarto de hóspedes, que raramente era usado, ela adormeceu ali mesmo no meu sofá. Peguei-lhe ao colo e deitei-a na cama acabada de fazer. Enrosquei-me ao lado dela e acabei por adormecer. Pela primeira vez senti o meu instinto paternal a crescer dentro de mim. Ali ficámos, dois desconhecidos ansiosos por um abraço verdadeiro.
Prefácio
Sentada na secretária tento recordar-me do que me levou a escrever este livro. Primeiramente talvez tenha sido o facto de querer a fama, de querer ouvir o meu nome nas revistas onde poderia constar uma frase do género:"Melhor livro de sempre!".
Depois recordo-me de muitas vezes desejar não ter começado a escrever esta história. Nos primeiros dias achei que bastava estalar os dedos e esqueceriaas muitas páginas de história, mas o tempo foi passando e em determinados momentos senti que se não saísse do local onde estava, as frases começariam a sair-me da boca naturalmente. Posteriormente percebi que me envolvi demasiado nela. Deixei-me levar e hoje sinto orgulho. Sinto orgulho das muitas horas que passei em frente ao meu computador. Sinto orgulho por me ter baseado em pessoas próximas para criar o perfil das minhas personagens. Agora aqui sentada compreendo que esta história não é mais do que a fuga da minha imaginação face ao mundo real. É somente a minha maior criação. É somente uma história de mim para mim. É somente uma história de mim para quem tiver paciência de me ler.
"O gosto pela escrita cresce á medida que se escreve" - Erasmo de Rotterdam
"Devemos escrever para nós mesmos, é assim que poderemos chegar aos outros" - Eugéne Lonesco
"Escrever é também não falar. É calar-se. É gritar sem ruído" - Marguerite Duras
Depois recordo-me de muitas vezes desejar não ter começado a escrever esta história. Nos primeiros dias achei que bastava estalar os dedos e esqueceriaas muitas páginas de história, mas o tempo foi passando e em determinados momentos senti que se não saísse do local onde estava, as frases começariam a sair-me da boca naturalmente. Posteriormente percebi que me envolvi demasiado nela. Deixei-me levar e hoje sinto orgulho. Sinto orgulho das muitas horas que passei em frente ao meu computador. Sinto orgulho por me ter baseado em pessoas próximas para criar o perfil das minhas personagens. Agora aqui sentada compreendo que esta história não é mais do que a fuga da minha imaginação face ao mundo real. É somente a minha maior criação. É somente uma história de mim para mim. É somente uma história de mim para quem tiver paciência de me ler.
"O gosto pela escrita cresce á medida que se escreve" - Erasmo de Rotterdam
"Devemos escrever para nós mesmos, é assim que poderemos chegar aos outros" - Eugéne Lonesco
"Escrever é também não falar. É calar-se. É gritar sem ruído" - Marguerite Duras
Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010
O que sou
Sentada na areia frente ao mar agitado recordo-me de ti. Sei bem o que fui e sou neste momento. Sei que já vivi muito mas sei que viverei muito mais.
Lembro-me de sonhar ser bailarina... Sonhos, sonhos que nos acompanham mas que numa determinada altura desaparecem para sempre.
Lembro-me de brincar á chuva e de adorar encher-me de areia. Já chorei por quem não merecia uma única lágrima e já ri muito até de mim mesma. Mas mudei. Tu fizeste-me mudar. Naquela tarde senti-me eu mesma, sem máscaras, medos ou sofrimentos. Fui acima de tudo feliz devido á paz que mostravas possuir, devido ao sorriso que tanto me acalmava. Não posso esquecer nem nunca vou esquecer esse dia. Estás longe, não sei se algum dia te voltarei a ver mas confesso que gostava pois nunca conheci alguém que tivesse tanto a ver comigo... Obrigado por aquilo que és para mim.
Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010
olhar
E se eu te dissesse ao ouvido, como que num sussurro, que esse teu olhar me fascina? E se eu te dissesse sem qualquer tipo de vergonha que me senti verdadeiramente feliz no dia em que me olhas-te pela primeira vez? E se eu te dissesse que sonho contigo e que nesses sonhos me olhas como se eu fosse uma princesa? E se eu te dissesse que quero esse olhar só para mim? Se eu te dissesse... tu nunca acreditarias em mim. É por isso que não te digo:)
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